Arquivo de Comercio - Tecendo Negócios https://tecendonegocios.com.br/tag/comercio/ Porque empreender é o nosso DNA. Tue, 02 Jun 2026 16:01:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://tecendonegocios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/elementor/thumbs/Untitled-design-2-2.webp Arquivo de Comercio - Tecendo Negócios https://tecendonegocios.com.br/tag/comercio/ 32 32 O Varejo que está ditando as regras lá fora https://tecendonegocios.com.br/o-varejo-que-esta-ditando-as-regras-la-fora/ https://tecendonegocios.com.br/o-varejo-que-esta-ditando-as-regras-la-fora/#respond Tue, 02 Jun 2026 15:38:38 +0000 https://tecendonegocios.com.br/?p=821 A revista Time, uma das publicações mais respeitadas do planeta, fez exatamente isso: mapeou os 10 nomes do varejo que estão moldando tendências em 2026. É a estreia de um recorte setorial dentro da sua famosa lista das 100 Empresas Mais Influentes. E o resultado é, no mínimo, surpreendente. Tem de tudo: luxo barato, robô […]

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O varejo que faz a diferença

A revista Time, uma das publicações mais respeitadas do planeta, fez exatamente isso: mapeou os 10 nomes do varejo que estão moldando tendências em 2026. É a estreia de um recorte setorial dentro da sua famosa lista das 100 Empresas Mais Influentes. E o resultado é, no mínimo, surpreendente.

Tem de tudo: luxo barato, robô entregador, roupa alugada, eletrônico usado e etiqueta eletrônica de prateleira. O analista Neil Saunders, da consultoria GlobalData Retail, resume bem o que une nomes tão diferentes: “O segredo é manter-se próximo do cliente e continuar evoluindo.” Parece simples. Não é.

A livraria que se recusou a morrer

A Barnes & Noble é um daqueles casos que a imprensa adorava enterrar. Livraria física, concorrendo com a Amazon, numa época em que todo mundo migrava pro digital. Não tinha como dar certo, certo? Errado.

Em 2019, o grupo Elliot — dono da rede britânica Waterstones — comprou a rede e fez o óbvio que ninguém tinha feito antes: voltou a focar no que a livraria sabe fazer de verdade. Livros. Sem enrolação. Sem tentar ser uma loja de eletrônicos disfarçada de livraria.

A virada foi deixar os funcionários de cada loja escolherem o acervo com base no público local. Parece detalhe, mas é o tipo de coisa que faz um cliente entrar e sair com três livros que ele nem planejava comprar. Enquanto isso, a marca soube aproveitar o boom do BookTok — a comunidade de leitores no TikTok — sem abrir mão do charme físico das lojas.

O resultado? 60 lojas novas só em 2025, mais 60 previstas para este ano, e a aquisição da Books Inc. no segundo semestre do ano passado. Não parece muito um negócio moribundo.

O Bichinho de Pelúcia que virou Máquina de Dinheiro

Fundada em 1999 no Reino Unido, a Jellycat nunca teve pretão de mudar o mundo. Ela faz bichinhos de pelúcia. Fofos. Bem fofos. Mas em algum momento entre 2013 e 2024, algo aconteceu: o faturamento saltou de US$ 7 milhões para US$ 445 milhões.

A lógica parece simples: peças colecionáveis geraram uma febre global. Mas o que realmente catapultou a marca foi a experiência nas lojas. A Jellycat não coloca as peças numa prateleira e espera. Ela cria mundos. O Jellycat Diner dentro da lendária FAO Schwarz em Nova York. A Jellycat Patisserie no quinto andar das Galerias Lafayette em Paris. O Jellycat Ski Club em Los Angeles.

São ativações que transformam a compra num evento. Adultos vão lá tão animados quanto as crianças. E saem com sacolinhas. E postam nas redes. E o ciclo recomeça. Simples assim.

Luxo? Sim. Caro? Já não.

Líder da lista da Time, a Quince foi fundada em 2018 na Califórnia e vale hoje US$ 10,1 bilhões. A proposta é direta: tecidos de alta qualidade — cashmere, seda, linho premium — a preços que não te fazem chorar na hora de conferir o cartão. Para isso, a empresa negocia diretamente com as fábricas, cortando intermediários.

Mas o que diferencia a Quince de uma simples marca de roupa barata é o uso da inteligência artificial para prever o que as pessoas vão querer comprar. A própria diretora de estratégia de marca, Dakota Kate Isaacs, explicou à Time: “Não se trata mais de analisar o que a concorrência faz. Trata-se de entender o que o consumidor realmente quer e onde existe a oportunidade de entregar isso mais rápido, com melhor qualidade e a um preço mais acessível.”

Sustentabilidade que funciona — e dá lucro

Dois outros nomes da lista apostam no reaproveitamento, e estão indo muito bem obrigado. A Back Market, francesa, facilitou a vida de quem quer vender ou comprar eletrônico usado com segurança. Começou com smartphones, foi expandindo para tablets, computadores e até eletrodomésticos. Dá um ano de garantia nos produtos. Resultado: consumidores confiando e comprando.

Já a Nuuly apostou no aluguel de roupas por assinatura. Por US$ 98 por mês, o assinante fica com seis peças durante 30 dias. A empresa gerencia armazéns próprios, lavanderia e estrutura de reparo. Resultado: quase 400 mil assinantes ativos. Moda circular funcionando na prática.

Tecnologia que já está nas prateleiras

A lista ainda traz duas empresas de tecnologia aplicada ao varejo. A Vusion, francesa, é especialista em etiquetas eletrônicas de prateleira — aquelas que substituem os papelzinhos de preço e permitem atualizar informações em tempo real, mostrar promoções e até controlar estoque. Uma prateleira que pensa. Tecnologia assim já foi vista em ação na chamada “Loja do Amanhã” em Cingapura.

A DoorDash, por sua vez, ficou famosa pelo delivery. Mas o que chama atenção agora é a expansão das entregas feitas por robôs autônomos. Começou com o robô Dot em Phoenix, depois fechou acordo com a Serve Robotics — que já tem mais de 2 mil robôs circulando pelos Estados Unidos. É o futuro entregando pizza. Literalmente.

E os outros? Whatnot, Warby Parker e Shopify

A lista se completa com mais três nomes interessantes. A Whatnot é um app de vendas por leilão ao vivo — uma mistura de live commerce com a adrenalina de dar lances. A Warby Parker revolucionou a experiência de comprar óculos ao deixar o cliente experimentar armações em casa antes de decidir. E a Shopify, já bastante conhecida no Brasil, continua democratizando o e-commerce para pequenos e médios empreendedores ao redor do mundo.

O que elas têm em comum?

Nenhuma dessas empresas virou tendência por acidente. Cada uma, à sua maneira, entendeu que o mercado não recompensa quem fica parado. Algumas apostaram em tecnologia. Outras em experiência. Outras em propósito. Mas todas fizeram a mesma coisa: ouviram o cliente e responderam com inteligência.

Como disse Saunders, da GlobalData: se o critério fosse só tamanho, Amazon e Walmart estariam aqui. Mas a lista da Time é sobre influência — sobre quem está ensinando os outros a pensar diferente. E nesse quesito, até um bichinho de pelúcia tem o que ensinar.

Fonte: Diário do Comércio

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Precificação Inteligente: como definir o PREÇO CERTO https://tecendonegocios.com.br/precificacao-inteligente-como-definir-o-preco-certo/ https://tecendonegocios.com.br/precificacao-inteligente-como-definir-o-preco-certo/#respond Sat, 23 May 2026 01:38:09 +0000 https://tecendonegocios.com.br/?p=690 Vamos direto ao ponto: o maior problema financeiro da maioria dos pequenos empreendedores brasileiros não é a falta de clientes. É a precificação errada. Trabalham muito, vendem bastante e, no final do mês, a conta não fecha. Se isso soa familiar, continue lendo. O erro clássico: precificar pelo que o concorrente cobra Olhar o preço […]

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Precificação sem medo: como definir o preço certo e parar de trabalhar para pagar conta

Vamos direto ao ponto: o maior problema financeiro da maioria dos pequenos empreendedores brasileiros não é a falta de clientes. É a precificação errada. Trabalham muito, vendem bastante e, no final do mês, a conta não fecha. Se isso soa familiar, continue lendo.

O erro clássico: precificar pelo que o concorrente cobra

Olhar o preço do concorrente é legítimo. Copiá-lo sem entender seus próprios custos é suicídio financeiro disfarçado de estratégia. O seu concorrente pode ter uma estrutura completamente diferente da sua — fornecedores diferentes, aluguel menor, sócio que não precisa de pró-labore. Você não tem como saber. E se ele estiver também precificando errado? Vai afundar junto com ele?

A precificação correta começa de dentro para fora, não de fora para dentro.

A fórmula que todo empreendedor deveria tatuar no pulso

Preço mínimo viável = Custo direto + Custo fixo rateado + Margem de lucro desejada + Impostos

Simples assim. Mas a maioria esquece o custo fixo rateado (aluguel, internet, contador, sua hora de trabalho) e a margem de lucro real — confundindo faturamento com lucro. Resultado: preço baixo que não sustenta o negócio.

Um exemplo concreto: uma designer freelancer cobra R$500 por um logotipo. Parece bom. Mas se ela leva 6 horas para criar, mais 2 horas de reunião, mais 1 hora de revisão, são 9 horas de trabalho. A hora dela sai a R$55. Descontando impostos do Simples e custos de software, sobram menos de R$30/hora. Menos que muita CLT sem diploma.

Três estratégias para reposicionar seu preço sem perder clientes

1. Aumente gradualmente. Aumentos de 10 a 15% em intervalos de 3 a 4 meses raramente geram abandono de clientes que já te conhecem e confiam no seu trabalho.

2. Junte valor antes de aumentar preço. Adicione algo ao seu serviço — um relatório, um prazo mais rápido, um bônus — e reposicione. O cliente percebe mais valor e aceita pagar mais.

3. Filtre sua carteira. Nem todo cliente é bom cliente. Os que resistem a qualquer aumento e são difíceis de gerir consomem tempo que poderia ser usado para atrair clientes melhores. Às vezes, perder um cliente é o melhor negócio do mês.

“Preço baixo não é estratégia. É desespero com desconto.”

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Mudou tudo! Quem é o novo cliente do supermercado (e o manual para não o perder de vista) https://tecendonegocios.com.br/mudou-tudo-quem-e-o-novo-cliente-dosupermercado/ https://tecendonegocios.com.br/mudou-tudo-quem-e-o-novo-cliente-dosupermercado/#respond Fri, 22 May 2026 12:00:14 +0000 https://tecendonegocios.com.br/?p=628 Se você acha que o consumidor de hoje só quer saber de preço baixo e do corredor mais perto daentrada, não se engane. O jogo mudou! Segundo um super painel com a especialista FátimaMerlin na Apas Show, o cliente atual quer experiência, conexão emocional e comprasinteligentes. O preço e a conveniência? Continuam lá, mas já […]

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Se você acha que o consumidor de hoje só quer saber de preço baixo e do corredor mais perto da
entrada, não se engane. O jogo mudou! Segundo um super painel com a especialista Fátima
Merlin na Apas Show, o cliente atual quer experiência, conexão emocional e compras
inteligentes. O preço e a conveniência? Continuam lá, mas já não mandam no pedaço
sozinhos.
Na verdade, as pessoas dividiram-se em “tribos” de consumo super interessantes. Olha só
onde é que o seu cliente se encaixa:

  1. O Híbrido (O famoso “Poupado, mas com estilo”)
    Este cliente adora uma promoção no básico (arroz, massa, detergente), mas não pensa duas
    vezes antes de gastar um extra num chocolate premium ou numa cerveja artesanal. É a cultura
    do high-low: poupa onde dá para ostentar onde dá prazer.
    * A dica de ouro Organize as prateleiras por “missão”. Se ele quer uma salada, põe a
    caixinha já lavada e cortada mesmo à frente do nariz dele. Facilita a vida dele!
  1. Tech-Enabled & Human-Centered (O “Digital, mas com abraço”)
    Ele adora tecnologia, usa a app do supermercado e passa no caixas de self-checkout. Mas
    atenção: ele não quer falar com robôs! A tecnologia serve para agilizar, mas a experiência
    física, o olho no olho e o atendimento humano continuam a ser sagrados.
    * A dica de ouro Use e abuse do retail media (aqueles ecrãs digitais na loja) para
    informar e dar dicas, e nunca cortes nas ativações sensoriais, como aquela bela
    degustação de queijos e vinhos que toda a gente adora.
  1. Conveniência Radical (O “Tenho pressa, não me chateia”)
    Tempo é dinheiro (e saúde mental). Este consumidor quer entrar, pegar no que precisa e sair rapidamente. Zero fricção, zero filas, zero labirintos.
    * A dica de ouro Lojas mais compactas e corredores temáticos. Imagina um corredor só
    focado no “Pequeno-almoço” onde você junta o café, os cereais, o pão e o leite. Entrou, pegou,
    faturou!
  1. O Team Saúde e Longevidade (Efeito Ozempic & Cia.)
    Com a febre das canetas emagrecedoras e a busca por uma vida mais longa, o comportamento
    alimentar mudou. Menos açúcar, menos ultraprocessados, mais proteína e mais nutrição
    funcional.
    * A dica de ouro Crie um “santuário saudável” na loja. Destaque os suplementos (que têm
    uma margem de lucro incrível!), as frutas cortadas prontas para comer e os produtos sem
    glúten.
Quem é o novo cliente do
supermercado
Olha só onde é que o seu cliente se encaixa

O Grande Alerta: O Varejo está deitando dinheiro no lixo!

A Fátima Merlin soltou uma bomba: o retalho perde cerca de 12 mil milhões de reais em
promoções que ninguém quer e enche as gôndolas com 30% de produtos desnecessários.
Porquê? Porque as marcas ainda acham que definir o cliente é só saber a classe social (A, B
ou C). Errado! Precisa saber se ele tem filhos, se cuida de um gato, se é jovem ou se está
focado na dieta.
Para piorar (ou desafiar!), a fidelidade morreu: 7 em cada 10 clientes saltitam entre 3
supermercados diferentes para fazer as compras do mês.

O que está bombando no carrinho?
* Bebidas e Higiene: Tudo o que seja prático, funcional ou 2 em 1 (shampoo+condicionador,
produtos multiusos de limpeza).
* Mundo Pet: Os patudos mandam em casa! Ração já não chega; roupinhas e brinquedos
estão a conquistar espaço no supermercado.

Moral da história: Se você quer conquistar este novo consumidor, não lhe venda apenas
produtos. Venda-lhe tempo, saúde, mimos e uma experiência fantástica. Põe os seus
promotores para explicar os benefícios dos produtos e transforma a sua loja num lugar onde dá
gosto estar!

Fonte: Diário do Comércio

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