E está começando pelos robôs
Quando a gente acha que a Nvidia já dominou bastante coisa — a IA, os data centers, os jogos — ela resolve entrar no mundo dos robôs humanoides. É isso mesmo: a empresa anunciou parcerias com fabricantes de robôs nos Estados Unidos, Europa e Coreia do Sul, além da já existente com a chinesa Unitree. A ideia é colocar os chips Blackwell da Nvidia no coração desses robôs, junto com tecnologia de segurança cibernética embutida.
O modelo inicial integra o corpo do robô H2 da Unitree com mãos avançadas da startup singapurense Sharpa — e tudo isso vai para as mãos de pesquisadores de universidades como Stanford e UC San Diego. Não é ficção científica: é pesquisa concreta em IA física, com hardware padronizado e atualizações de software verificadas pelos próprios chips da Nvidia, para evitar código malicioso.
Mas por que isso importa?
Porque a Nvidia está fazendo uma jogada enorme: deixa de ser só fornecedora de chips e passa a ser a plataforma central de computação e software para toda a indústria de robôs humanoides. É como se ela quisesse ser o “Android” do mundo dos robôs — o sistema que todo mundo usa por baixo.
E não para por aí. A empresa também apresentou o RTX Spark Superchip no Computex: um chip completo para computadores pessoais com IA, que mistura GPU Blackwell com CPU Grace. O objetivo? Trazer processamento de IA para fora da nuvem, direto para o seu laptop ou mini-PC. Isso coloca a Nvidia de frente com Apple, Intel, AMD e Qualcomm no segmento dos chamados “AI PCs”. Sinal dos tempos: a briga de IA saiu dos data centers e chegou na mesa de todo mundo.