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Precificação inteligente: o erro que quebra PMEs e como corrigi-lo agora

20 20+00:00 maio 20+00:00 2026

Tem um erro que ninguém fala abertamente, mas que quebra mais empresas do que crise econômica, concorrência ou falta de clientes. Esse erro é cobrar errado. E ele é mais comum do que você imagina — especialmente em negócios com menos de 5 anos de vida.

A lógica do empreendedor iniciante costuma ser: “vejo o preço do concorrente, cobro um pouco menos e ganho o cliente”. Parece estratégia. Na verdade, é suicídio lento.

O que você quase certamente não está incluindo no seu preço

A maioria dos empreendedores calcula o custo direto do produto ou serviço. Poucos calculam o custo real. Veja o que costuma ficar de fora:

  • Horas do dono — quantas horas você trabalha naquele projeto? Qual é o valor da sua hora?
  • Custo financeiro — juros de parcelamento, taxas de cartão (que podem chegar a 4,5% por transação)
  • Inadimplência — entre 5% e 12% dos clientes de pequenas empresas atrasam ou não pagam
  • Impostos sobre faturamento — no Simples Nacional, a alíquota efetiva pode passar de 10% conforme o anexo
  • Pró-labore e benefícios — muitos donos não se incluem como custo. Resultado: a empresa “lucra” enquanto o dono não recebe nada

A fórmula simples que muda o jogo

Não existe uma fórmula mágica universal, mas existe um ponto de partida sólido:

Preço mínimo = (Custo direto + Custos fixos proporcionais + Impostos + Margem de inadimplência) ÷ (1 – Margem de lucro desejada)

Se o seu custo total para entregar um serviço é R$ 300, você paga 10% de imposto e quer 20% de lucro líquido, o preço mínimo é R$ 375 — não R$ 300 com “um lucrozinho em cima”.

Case real: a loja de bolos que quase fechou

Uma confeiteira em Belo Horizonte — caso real anonimizado — vendia bolos por R$ 120, acreditando ter 25% de margem. Quando mapeou todos os custos (ingredientes, embalagem, gás, tempo de produção, entrega, taxa do iFood e pró-labore), descobriu que o custo real era R$ 118. Ela trabalhava 10 horas por dia para ganhar R$ 2 por bolo.

Ao reprecificar para R$ 168, perdeu 20% dos clientes — e aumentou o lucro em 340%. Porque os clientes que ficaram eram os que valorizavam o produto.

Cobrar o preço certo não afasta clientes bons. Afasta clientes que nunca seriam lucrativos para o seu negócio. Essa é a virada de mentalidade que separa empreendedores que crescem dos que ficam sempre correndo atrás do prejuízo.

Revise seus preços agora. Não amanhã.

Tecendo Negócios — conectando empreendedores ao futuro.

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